Enfim atualizando o blog, vou tratar de um tema novo por aqui: tecnologia do futuro, ou sendo mais específico, discutirei sobre o que podemos esperar dos novos veículos automotivos que estarão chegando ao nosso dia-a-dia.
Quando se trata de tecnologia automotiva o que vem associado à sua mente? Maior potência de motor e velocidade? Melhor desempenho? Mais conforto? Para mim, se tratando de carros, a tecnologia deve servir para quase que exclusivamente aumentar a segurança das pessoas.
Não é novidade que o trânsito brasileiro é um dos mais violentos do mundo, são mais de 30 mil mortes todos os anos, isso dá cerca de 80 mortes por dia, 1 a cada 18 minutos. Vivenciamos uma guerra sem fim cujo responsável, acima de tudo, é a imprudência dos próprios condutores.
Tudo me leva a crer, que talvez as pessoas não sejam feitas ou não são frias o suficiente para conduzir uma “máquina” todos os dias estando completamente livres de fatores externos e emocionais que possam afetar a condução correta e segura. Os erros são inerentes aos seres-humanos, mas quando os erros põem a vida em risco, nada mais sensato do que deixar que a “máquina” faça esse trabalho em seu lugar.
Sou motorista a pouco tempo, demorei mais que o necessário para tirar minha primeira habilitação e reprovei no meu primeiro exame, mas não ache que por não ser macaco velho no trânsito que eu não tenha direito de estar comentando sobre o assunto. Venho pensando nisso a muito tempo, já presenciei muitos acidentes dos mais leves aos fatais, para mim perder a vida no trânsito está no mesmo nível de perdê-la por levantar voo com mil balões de gás por exemplo.
Enquanto as pessoas continuam se matando no trânsito, observei que o mercado automobilístico está se renovando. A tecnologia está chegando para salvar a humanidade da sua autodestruição. Os carros estão ficando mais automatizados, ou seja, estão precisando menos da direção humana.
A marcha automática, por exemplo, o veículo realiza todo o trabalho de troca de marcha através de um conversor de torque, inutilizando a função do pedal da embreagem. Isso é só um reflexo de que quanto menos necessário for o controle manual do carro, mais o motorista estará concentrado no trânsito a sua volta. E digo que não vai demorar muito para que esse recurso seja adicionado nos carros populares, já que em 5 anos a venda de automáticos subiu mais de 10% no Brasil.
Esse não era o único exemplo que poderia abordar aqui, outra tecnologia também bastante popularizada são os sensores de estacionamento que podem ser instalados no parachoque do veículo, nos pontos cegos ou aqueles que não são visíveis através dos retrovisores, esse simples acessório emite um ultrassom até o objeto mais próximo e retorna para o sensor, durante o processo é emitido 3 estágios de bipes, quanto mais próximo menor o intervalo entre os bipes.
Sem falar que hoje em dia, o próprio carro faz a manobra da baliza sem nem mesmo a necessidade do condutor de manusear a direção, basta posicionar, dar a ré e *puf* a mágica está feita. Quando vi esse sistema fiquei intrigado, o motorista tem uma interface no veículo que possibilita a identificação visual e audível sobre as proximidades de outros carros, objetos ou pessoas. Quanto tempo mais vai demorar até que a nossa realidade atinja a ficção dos filmes?! Nesses tempos de revolução tecnológica, não muito.
Me lembro de quando assisti ao filme “Eu robô”, que se passa no ano de 2035, havia uma cena em que o principal “dirigia” por um longo túnel em seu “audi” completamente automatizado, todas as informações de trânsito e de percurso eram passadas através de uma voz eletrônica e a sua única função era de sentar, ligar o carro e relaxar. Bem, isso até o momento em que começa um ataque sem fim de robôs e ele se vê obrigado a utilizar a direção manual pra escapar.
No final de toda aquela perseguição em alta velocidade, ele consegue sair vivo, mas não foi capaz convencer a polícia do ataque de robôs. Mas há uma fala em especial dita pelo chefe de polícia ao principal que gostaria de destacar: “Me disseram que você dirigia no manual!”. O filme passa muito bem a idéia que estou propondo nesse post, os carros devem ser projetados de forma que sua eficiência faça o seu uso manual se tornar descartável ou, como no filme, um crime.
Um trânsito ideal, imagino que seja aquele cuja tecnologia evite acidentes e mortes desnecessárias. Os carros consigam interagir completamente com o exterior, com a sinalização e até entre si, dotados de processadores capazes de calcular e fazer as escolhas mais seguras para andar numa via. Claro que isso, por consequência, envolverá uma sequência de mundanças no código de trânsito do mundo, nas leis constitucionais e no modo de viver das pessoas. Para isso só tenho uma resposta: Dane-se! E que venha o futuro.